Barreado
Por Mara Salles Simon, chef do restaurante Tordesilhas.
3kg de coxão duro limpo de todas as partes de gordura
200g de bacon sem o excesso de gordura ou presunto parma
3 cebolas médias
1 copo (americano) de vinagre (160 ml)
1 copo (americano) de óleo de soja (metade da quantidade original)
8 dentes de alho cortados ao meio
8 unidades de tomates sem sementes
1 maço de cebolinha
1 maço de salsinha
2 colheres (chá) de cominho em pó
1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
2 colheres (sopa) rasas de sal
4 copos (americano) de água
3 folhas de louro
O chef explica
O principal charme desse prato está na forma de preparo. Além de deixar a carne extremamente macia, o cozimento lento, de no mínimo 12 horas, é um verdadeiro ritual. O nome vem do "lacre" feito com farinha de mandioca e água usado para vedar a panela, que deve ser aberto apenas na hora do consumo.
Nos Açores, de onde se origina, o caldeirão de barro era enterrado na terra, com a carne dentro, de um dia para o outro. O calor do solo vulcânico cozinhava o prato. "Era uma espécie de panela de pressão primitiva", compara Mara Salles Simon, chef do restaurante Tordesilhas.
No Paraná, para onde foi trazido por imigrantes açorianos, brasas eram colocadas no fundo do buraco. Hoje, a receita ficou um pouco mais prática e é feita em uma chapa ou no fogão a lenha. Em São Paulo, é uma das estrelas do cardápio do Tordesilhas. "Levamos para a mesa em pequenos caldeirões para que os clientes possam abrir o lacre na hora", conta Simon.
Na receita modificada para a Folha, foi usada a metade da quantidade de óleo, e as carnes foram totalmente limpas de gordura. Outra sugestão da chef é substituir o bacon por presunto parma.
Dica do nutrólogo Daniel Magnoni
O vinagre pode ser trocado por aceto balsâmico, mais rico em flavonóides (antioxidantes). O sal pode ser reduzido ou trocado por sal light, com menos sódio.