A história mais conhecida para a origem da feijoada é a de que ela teria surgido nas senzalas, feita por escravos com os restos de porco. Mas a maioria dos especialistas rejeita essa versão e diz que o prato, na verdade, foi trazido para cá pelos portugueses. Por aqui, o feijão-branco usado originalmente foi substituído pelo feijão-preto.
Hoje uma das maiores representantes da culinária nacional, a feijoada é tradicionalmente muito gordurosa. Para se adaptar às demandas dos clientes por alimentos mais saudáveis, o chef José Orlando Paulillo (Bolinha), especialista no prato, criou uma receita de feijoada "magra". "Hoje ela superou a tradicional. Representa 65% do meu consumo e é procurada principalmente pelos clientes mais jovens", conta Bolinha.
Um dos truques usados por ele é usar carnes como pé, rabo e orelha de porco por pouco tempo, só para dar gosto. Depois de menos de meia hora na panela, elas são retiradas. Durante o cozimento, a gordura que emerge é retirada com uma concha. As carnes são deixadas de molho e a água é sempre trocada para evitar o excesso de gordura.
"A preocupação é deixar o prato o mais leve possível, equilibrando sabor e calorias. Você come a feijoada e de noite tem fome de novo", brinca.
Dica do nutrólogo Daniel Magnoni
Escolha carnes com pouca gordura. Prefira a costela defumada à salgada, por causa do excesso de sódio. A couve, ótima porque possui fibras, que ajudam a prevenir doenças intestinais e a controlar o colesterol e a glicemia, pode ser finalizada com azeite (fica mais nutritiva e gostosa).
500g de carne-seca bovina
500g de costela de porco salgada ou defumada
400g de lombo de porco defumado ou salgado
200g de paio
500g de lingüiça portuguesa
200g de língua de boi defumada
50g de pé de porco salgado (opcional)
50g de orelha de porco salgada (opcional)
50g de rabo de porco salgado (opcional)
1,5 kg a 2 kg de feijão-preto a gosto
300g de cebola picada
150g de alho picado
100ml de azeite extravirgem
6 folhas de louro
2 unidades de laranjas com casca