MÁRCIA FUKELMANN
Não é Halloween, mas a imagem de uma abóbora oca abrigando uma vela acesa poderia contribuir para iluminar a mesa em tempos de apagão. Além de sua versatilidade na hora de enriquecer o cardápio. Barata e rica em hidrato de carbono, vitaminas A e C e betacaroteno, a abóbora presta-se ao preparo de pratos salgados e doces, assim como pães, purês, sopas, ensopados, massas, compotas e cremes.
Nossos índios já cultivavam abóboras-morangas antes da chegada dos portugueses, que trouxeram da Guiné em meados do século 16 a abóbora de quaresma.
Batizada no Nordeste de jerimum, as abóboras dividem-se em cerca de cem nomes ou tipos e são utilizada em cozinhas de diferentes etnias. As mais consumidas no Brasil são as abóboras-de-pescoço, moranga, d'água, do campo, do mato, cheirosa, abobrinha.
E como na natureza nada se perde, as sementes torradas servem como tira-gosto, e as flores para empanados ou refogados, assim como seus brotos, as cambuquiras.
600g de abóbora-de-pescoço sem casca, em cubos
1 colher (de sobremesa) de folhas de coentro bem picadas
2 dentes de alho
2 colheres (sopa) de bacon picado
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 unidade cebola média cortada e em tiras finas
1/2 colher (chá) rasa de pimenta-calabresa seca
sal a gosto
1l de caldo de galinha
Cozinhe a abóbora em cubos, sem casca, no caldo de galinha, por cerca de 8 minutos. Retire do caldo e escorra bem. Passe pelo espremedor de batatas, dispense o caldo que escorre e reserve. Doure a cebola no azeite, acrescente o bacon e o alho. Misture nessa panela a abóbora espremida, a pimenta-calabresa e sal e, se estiver muito consistente, acrescente um pouco do caldo do cozimento.